quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Tour'09 EMAC/UFG

Começou a Tour' 09!
Serão dez recitais, algumas aulas e muitas viagens. O primeiro recital foi na abertura do 9º SEMPEM, no Teatro da Escola de Música e Artes Cênicas da UFG.
Eu nunca penso um recital simplesmente por tocar, se é que posso falar que tocar seja "simplesmente"! Procuro sempre um desafio.
O repertório foi curto. Estreamos duas obras: O Andante e Bolero (Santana Gomes), a Cinco Cirandas (Mignone) e Sonata para Trombeta e Piano (Osvaldo Lacerda). Eu, particularmente, tinha minhas expectativas quanto ao Santana Gomes. É uma obra que funciona bem no trompete, mas requer resistência. O Andante não tem pausas para aquela respiração renovadora, aquela que permite irrigar o lábio.
Procurei uma sonoridade bem leve, como um cornet, instrumento original sugerido pelo compositor, tanto por aspectos estilísticos e como para estar "dentro do piano". Historicamente é uma obra importante para nós trompetistas, pois inaugura o Século XX.
Na Cinco Cirandas, as coisas funcionaram bem. Conseguimos tocar as partes em uníssono estritamente juntos, uníssono mesmo! As mudanças de andamento foram precisas.
A Sonata do Lacerda, já havíamos tocado outras vezes, mas no repertório da Tour' 09 é uma das obras mais importantes. Valeu pela oportunidade de tocá-la mais uma vez e apresentá-la para os participantes de SEMPEM.
Um amigo definiu o recital como "flat". Concordei. A platéia também era "flat", talvez via de mão dupla. Cada platéia é uma platéia diferente, e valeu a experiência para nos prepararmos para as platéias americanas.
Fotos: Osmar Cardoso


domingo, 11 de outubro de 2009

Stanley Friedman SOLUS

Apresentação realizada no 34º Festival de Música da Escola de Música e Artes Cênicas da Universidade Federal de Goiás, em 29/09/2009.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

no Centre College


Acabamos de receber a confirmação de mais um recital. No dia 12/11, às 16:00, estaremos tocando no Centre College.
A instituição é uma faculdade privada, localizada em Danville, Kentucky, EUA. Uma comunidade de cerca de 16.000 habitantes no Condado de Boyle, proximadamente 56 km ao sul de Lexington. Fundado por Presbiterianos em em 1819, ocupa o 45º lugar entre as melhores escolas de arte dos Estados Unidos, e é a mais alta classificação no ranking nacional de faculdade ou universidade no Kentucky. Em 2007, o Centre College foi classificada pela Consumer Digest como a melhor instituição, entre as particulares, no ensino das artes no país. Em 2009, o Colégio foi classificado como o melhor colégio do país em 14 pela Forbes Magazine. Os 150 hectares do campus tem 64 edifícios, 13 dos quais estão incluídos no Registro Nacional de Lugares Históricos.
O professor de Trompete do Centre College é Vincent DiMartino, um dos mais importantes performer e professor de Trompete nos EUA, que gentilmente abriu as portas para que toquemos música brasileira.
Bom, agora a agenda está fechada. Não existe mais espaço para outras apresentações e viagens.
Vai ser divertido!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Haydn

Ontem, na Praia de Camburi, tive a honra de tocar o Haydn no Concerto em comemoração ao 458º aniversário de Vitória. Acompanhei o trabalho e o empenho do Maestro David em levar à Vitória o Maestro Isaac Karabtchevsky. Felizmente, o poder público compreendeu a importância do investimento em um evento que deixa marcas na população e nos profissionais que estavam no palco, reafirmando a qualidade dos grupos orquestrais estáveis do ES, a OFES e a Camerata SESI, que se uniram em uma grande orquestra. União entre prefeitura, estado e a FINDES.
Antes de tudo, o público se divertiu. Cantou, aplaudiu e com os olhos fixos no palco, acompanhou todo o programa.
Meus parabéns aos envolvidos e muito obrigado pelo convite.

34º Festival Nacional de Música EMAC/UFG














Para mais informações clique aqui.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

na UNB.

Confirmado o Recital na Universidade de Brasília, no dia 16 de outubro. É parte da etapa nacional da Brasil - America Tour '09.

sábado, 29 de agosto de 2009

Maestro DUDA.


O Maestro DUDA é o compositor brasileiro com a maior produção para os instrumentos de metal. Destacam-se seus arranjos e composições para quinteto de metais e para solo.
A música do maestro é representação fidedigna dos ritmos, da harmonia e da melodia encontrada em todo o Brasil.
Tocar a música do Maestro DUDA, é tocar a alma brasileira, como já dizia Villa-Lobos. É viajar para o sertão num aboio, é participar do carnaval do Recife, dançar um "isquenta-muié", é tocar muitas notas no Concertino para Trompete.
Por enquanto, tocaremos a Suíte Recife e o Concertino. No New England, apresentaremos a Fantasia Carnavalesca, com a participação mais que especial de Charles Schlueter e Casey Reeve.
Provavelmente tocaremos a Fantasia para Trompete e Trombone com quinteto de metais e a Suíte Monette com Banda Sinfônica, mas nada confirmado ainda!
Nas palestras, para exemplificar o choro, nada melhor que tocar Zinzinho nos States nos States!
Enfim, o Maestro Duda, sozinho, seria um programa completo e da melhor qualidade.
Para saber mais sobre o Maestro Duda, clique aqui.
Maestro Duda em ação:

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Na terra de Elvis...


Confirmamos hoje o recital e master-class de trompete na The University of Memphis. Os eventos acontecerão nos dias 18 e 19 de novembro na Escola de Música da Universidade.
Além de muito trabalho, vamos visitar a casa de Elvis Presley para conferir se "Elvis não morreu"!
Memphis é uma cidade doTennessee, nos Estados Unidos da América. Localiza-se no sudoeste do estado. Tem cerca de 680 mil habitantes na cidade e cerca de 1.230 milhão habitantes na área metropolitana.
Foi fundada em 1819. Ficou mundialmente conhecida por causa de Elvis Presley que morou na cidade de 1948 até 1977, data de sua morte. A mansão Graceland é hoje um dos principais pontos turisticos da cidade com visitação de 600 mil pessoas por ano, além das duas estátuas em homenagem ao rei do rock.
A cidade de Memphis é considerada por muitos como uma das três mais importantes cidades dos EUA em relação à música ao lado de Nova Orleans e Nashville.
Thanks Mr. Spencer!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Osvaldo Lacerda


Do Compositor paulista Osvaldo Lacerda, escolhemos duas obras para compor o repertório: Invocação e Ponto e a Sonata, ambas para Trombeta e Piano, conforme determinação do compositor.
As duas obras não são as únicas que foram escritas para Trompete por Lacerda, mas representam o alto nível das composições brasileiras para o instrumento e apresentam desafios de ordem técnica e musical para ambos intérpretes.
Invocação e Ponto, traz as influências africanas dos cultos religiosos. A melodia da Invocação, contrasta com a percussão do Ponto de macumba, onde a acentuação é desolocada e o pianista percute com o nós dos dedos na madeira do piano. Podemos ouvir a presença dos atabaques e a presença da africanidade e sua influência na música brasileira.
A Sonata pode ser incluída como das melhores obras do gênero para Trompete e Piano. Obra de grande duração, profunda e estruturalmente bem definida, permite ao duo mostrar musicalidade, entrosamento e domínio técnico dos seus instrumentos. A Sonata, para mim, é sempre uma nova obra em cada apresentação, visto o amplo espectro de possibilidades interpretativas a serem exploradas em cada nova performance.
Tenho certeza que as duas obras representam muito bem a música brasileira e o compositor paulista que mais escreveu para Trompete.
Saiba mais sobre Osvaldo Lacerda clicando aqui.

domingo, 23 de agosto de 2009

Bon Odori 2009

Conta-se que um dos dez discípulos diretos do mestre Buda Shakyamuni chamado Mokuren tornou-se capaz de ver qualquer recanto do mundo, e depois de muitas buscas deparou-se com sua mãe sofrendo no mundo das trevas. Depois de muita investigação, Mokuren viu que o sofrimento era provocado pela fome, então com uma força de inspiração extraordinária desceu até aquele mundo e levou alimentos para sanar a necessidade da mãe.
Entretanto, o alimento não conseguia ser ingerido pela mulher, ainda presa aos apegos e caprichos da vida terrena. Não sabendo mais que procedimento adotar, o filho procurou a ajuda do mestre. Uma vez conhecendo o problema de Mokuren, Buda realizou uma cerimônia com todos os monges do templo montando uma mesa repleta de alimentos que foi oferecida aos espíritos sofredores, com o propósito de aplacar seu sofrimento.
Com esta intenção a mãe de Mokuren juntamente com todos os outros que sofriam conseguiu alimentar-se e compartilhar do banquete oferecido, e então foi salva renascendo no mundo da paz.
Feliz, Mokuren iniciou a dança que se transformaria no que hoje é conhecida como Bon Odori. Expressando alegria e paz, os monges que estavam presentes saíram dançando alegres atrás de Mokuren, formando uma grande roda, simbolizando o círculo da felicidade.
Assim surgiu o Bon Odori, como a dança que faz a homenagem ao espírito das pessoas que na morte, buscam o triunfo no mundo da paz¹.


¹Extraído de http://www.bonodori.com.br/site.php?p=historia, em 23/08/09 às 02:30

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Ensino de Música obrigatório: Um ano depois.

[Ontem] comemoramos o primeiro aniversário da Lei nº 11.769 de 18 de agosto de 2008, sancionada há um ano pelo Presidente da República após um longo percurso protagonizado pelo movimento Quero Educação Musical Na Escola.
A Lei aniversariante conferiu uma nova redação à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB 9.394/96) incluindo o seguinte parágrafo no Artigo 26:
“A música deverá ser conteúdo obrigatório, mas não exclusivo, do componente curricular de que trata o § 2º deste artigo”

A Lei nº 11.769 determina ainda o prazo de três anos letivos para os sistemas de ensino se adaptarem à nova exigência.
A Lei foi sancionada com um veto a um dos artigos contidos no Projeto de Lei encaminhado ao Presidente. O artigo em questão previa que se explicitasse formação específica na área para o ensino de música.

MAS POR QUÊ FOI VETADO?
O fato é que a LDB, no Artigo 62, já indicava que
“A formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior, em curso de licenciatura...”

É importantíssimo observar que a Lei NÃO faz nenhum detalhamento do tipo:
“§ 1º No caso das aulas de MATEMÁTICA o professor deverá ter formação específica na área; § 2º No caso das aulas de HISTÓRIA o professor deverá ter formação específica na área; etc.”.

Desse modo, e com todo sentido, não haveria razão para se abrir um precedente do tipo:
“Parágrafo único - No caso das aulas de MÚSICA (subentendendo-se: e em NENHUMA outra mais) o professor deverá ter formação específica na área”.

Essa argumentação, exposta na Mensagem de justificativa feita pelo Presidente da República, já seria suficiente como razão do veto.
O PROBLEMA é que a Mensagem se inicia com uma problematização ingênua e contraditória com a própria Lei:
“... existem diversos profissionais atuantes nessa área sem formação acadêmica ou oficial em música e que são reconhecidos nacionalmente. Esses profissionais estariam impossibilitados de ministrar tal conteúdo...”.

Como vimos no Art. 62 da LDB, já está disposto que a formação para ser professor na educação básica (Educação Infantil Ensino Fundamental e Ensino Médio) é LICENCIATURA, o que, a despeito dessa problematização ingênua e contraditória, nos permite seguramente afirmar sem ressalvas:
SIM, ESSES PROFISSIONAIS ESTARIAM IMPOSSIBILITADOS DE MINISTRAR TAL CONTEÚDO POR NÃO ATENDEREM À EXIGÊNCIA DO ARTIGO 62 DA LDB: TER FORMAÇÃO EM LICENCIATURA.

Não se pode confundir o texto da justificativa para o veto com o texto da Lei.
Ou seja, NÃO foi proposto que se acrescentasse ao Art. 62 uma EXCEÇÃO para o ensino de música, do tipo:
“§ 1º No caso das aulas de MÚSICA (e somente nesse caso) o professor não precisa ter formação em Licenciatura”.
Devemos estender o seguinte raciocínio à MÚSICA:
SE o ensino de MATEMÁTICA está previsto para a educação básica e SE existe um curso superior de LICENCIATURA em Matemática, ENTÃO o professor de Matemática deverá ser... ACERTOU quem respondeu: “o profissional Licenciado em Matemática”.

Por que achar que com o ensino de Música deveria ser diferente?
De fato, é preciso haver um esclarecimento por parte dos órgãos de governo e das instituições educacionais bem como uma ampla discussão para viabilizar a implementação da Música no currículo da educação básica, MAS ANTES DE TUDO, o esclarecimento e a discussão devem começar na “comunidade musical” e na “comunidade músico-educacional”.
Rodrigo Serapião Batalha
* Rodrigo Serapião Batalha é graduado em Música (Licenciatura) pela UFES e mestrando em Música (Educação Musical) pela UNIRIO. Desde 2008 é professor contratado da FAMES e professor substituto da UFES. Foi premiado pelo Governo do Estado, em 2005, pelo desenvolvimento do Programa Multidisciplinar Orquestra de Garrafas.